A derrubada da Medida Provisória 1303/2025 pela Câmara dos Deputados impôs um revés à equipe econômica do governo. A proposta previa arrecadar cerca de R$ 20 bilhões por meio da unificação da tributação sobre investimentos e apostas, incluindo uma alíquota única de 17,5% no Imposto de Renda Retido na Fonte e o aumento do imposto sobre o faturamento das casas de apostas de 12% para 18%. Com a rejeição, o Planalto passou a discutir alternativas para compensar a perda de arrecadação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o resultado e afirmou que o Congresso “derrotou o povo brasileiro” ao barrar uma medida que, segundo ele, buscava ampliar a cobrança sobre os mais ricos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também criticou a atuação de setores políticos e financeiros contrários à proposta, classificando a decisão como fruto de um “lobby dos privilegiados”. Nos bastidores, aliados atribuem a derrota à articulação do Centrão e à influência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto como potencial adversário de Lula em 2026.
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Com o impasse, o governo avalia retomar o aumento do IOF e cortar parte das emendas parlamentares, além de considerar o uso de receitas extraordinárias, como dividendos de estatais. Especialistas apontam que o Planalto enfrenta o desafio de equilibrar o orçamento sem perder credibilidade fiscal. Para o economista Hugo Garbe, o caminho mais viável seria combinar corte de gastos, negociação política e uso temporário de receitas adicionais, enquanto o governo tenta recompor sua base no Congresso.
Com informações do portal Enfoque MS.



