O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja nomear Gleisi Hoffmann, atual presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), como ministra da Secretaria-Geral da Presidência da República. A mudança está prevista para ocorrer até março, como parte de uma reforma ministerial em andamento. A Secretaria-Geral é responsável pela articulação com movimentos sociais e atualmente é chefiada por Márcio Macêdo.
Com a nomeação, Gleisi deixará a presidência nacional do PT, cargo que ocupa desde 2017. Até a eleição interna do partido, prevista para julho, um dos integrantes da direção assumirá interinamente a liderança. Entre os nomes cotados para o mandato-tampão estão José Guimarães, líder do governo na Câmara dos Deputados, e o senador Humberto Costa, de Pernambuco.
Para a presidência definitiva do PT, Lula tem demonstrado apoio ao ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva. Edinho é reconhecido por seu bom relacionamento com diferentes grupos políticos e tem defendido a necessidade de o partido dialogar com setores médios da sociedade para fortalecer sua estratégia eleitoral.
A possível nomeação de Gleisi Hoffmann para a Secretaria-Geral da Presidência faz parte de uma série de ajustes estratégicos que o Palácio do Planalto pretende implementar após a eleição das mesas diretoras do Congresso Nacional, prevista para fevereiro. Essas mudanças visam fortalecer a base aliada do governo e aprimorar a articulação política com diversos setores da sociedade.
Gleisi Hoffmann é deputada federal pelo Paraná desde 2019 e já exerceu os cargos de senadora e ministra-chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Sua nomeação para a Secretaria-Geral da Presidência é vista como uma estratégia para reforçar a interlocução do governo com movimentos sociais e consolidar alianças políticas.



