O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou a condução de processos relacionados ao caso Banco Master e acusou o presidente da Corte, Edson Fachin, de descumprir regras de distribuição processual. Também atribuiu ao ministro André Mendonça um suposto viés político-eleitoral na condução das investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. As declarações constam de uma manifestação apresentada em 15 de setembro e divulgada integralmente nesta segunda-feira (28).
No documento, Gilmar argumenta que Fachin não poderia assumir a relatoria de um dos procedimentos conduzidos por Mendonça sem a realização de um sorteio entre os ministros. O magistrado também questiona a divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre o caso, alegando que Mendonça teria escolhido o período eleitoral para tornar públicas informações que poderiam envolver Moraes, com o objetivo de pressionar os demais integrantes do Supremo.
Continue após a publicidade
Gilmar também defendeu que os processos relacionados às condutas de Moraes e Mendonça sejam analisados conjuntamente e pediu a redistribuição dos casos. A controvérsia envolve a apuração de possíveis irregularidades ligadas ao Banco Master e as informações sobre mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. As acusações apresentadas por Gilmar integram o embate entre ministros do STF sobre a condução das investigações.
As informações são dos portais da Revista Oeste e Exame.



