Durante sua participação na Brazil Conference, realizada neste sábado (12) na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que sente “orgulho” de ter contribuído para o enfraquecimento da Operação Lava Jato, à qual se referiu como uma “organização criminosa”. O ministro também defendeu a atuação de Alexandre de Moraes nas investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, e afirmou que não há paralelo entre as conduções de Moraes e do ex-juiz Sergio Moro.
Segundo Gilmar, a operação conduzida por Moro em Curitiba ultrapassou os limites do devido processo legal e causou prejuízos institucionais. Ele argumentou que o modelo de “justiça negociada” empregado à época ignorou garantias constitucionais e promoveu um ambiente de politização do Judiciário. Em sua fala, o ministro reforçou a importância de preservar os princípios jurídicos mesmo em processos de combate à corrupção.
As declarações geraram reação do senador Sergio Moro, que rebateu as críticas e questionou a imparcialidade do ministro. O embate evidencia a continuidade do debate público sobre os limites da atuação judicial no Brasil e os desdobramentos da Lava Jato, considerada por muitos um marco no combate à corrupção, mas também alvo de questionamentos por supostos abusos e irregularidades processuais.
As informações são do portal Poder 360.



