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Foragido da PF por fraude no INSS estaria escondido em aldeia indígena na Bahia

Revelado pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, o paradeiro do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, aponta para uma aldeia indígena no sul da Bahia. Ele é acusado de comandar um esquema que desviou pelo menos R$ 640 milhões de aposentadorias de associados do INSS e está sendo procurado pela Polícia Federal desde a última segunda-feira (17/11).

Lopes é um dos alvos dos dez mandados de prisão preventiva da nova fase da Operação Sem Desconto, mas não foi encontrado pelos agentes nem se apresentou espontaneamente. Apesar disso, sua defesa sustenta que ele não estaria foragido. Em nota divulgada no início da semana, os advogados afirmaram que o dirigente está “em viagem, em área de difícil acesso”, e que pretende se apresentar “quando tiver acesso aos autos”.

Nascido em Brasília, Lopes se autodeclara indígena da etnia tapuia. Mesmo sendo proprietário de fazendas em Minas Gerais, ele informou residir na Terra Indígena Caramuru-Paraguassu, situada entre Camacan, Itaju do Colônia e Pau Brasil, região localizada a cerca de 100 quilômetros de Ilhéus.

De acordo com as investigações, o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais seria um dos articuladores centrais do esquema de descontos indevidos. Apenas a Conafer teria lesado mais de 600 mil aposentados, desviando 90% de tudo o que recolheu, utilizando fazendas e empresas ligadas ao grupo para movimentar os recursos.

Lopes prestou depoimento à CPMI do INSS em 29 de setembro. No dia seguinte, acabou preso em flagrante por falso testemunho, a pedido da comissão, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 5 mil — desde então, desapareceu.