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Filho de Barroso decide não voltar aos EUA após sanções de Trump

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

Bernardo Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde atua como diretor do banco BTG Pactual em Miami. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

Segundo a publicação, Bernardo estava de férias na Europa em julho, quando o governo do ex-presidente americano Donald Trump anunciou a suspensão de vistos do ministro Alexandre de Moraes, de seus familiares e de aliados do STF. Como medida de precaução, o filho do ministro optou por não retornar ao território norte-americano e, atualmente, encontra-se no Brasil.

Embora não haja qualquer notificação oficial ou restrição de visto em nome de Bernardo Barroso, fontes próximas à família afirmaram ao Metrópoles que a decisão foi orientada pelo próprio ministro Barroso, diante do cenário de hostilidade contra membros da Suprema Corte brasileira.

Sanções e tensão diplomática

As sanções impostas pelo governo Trump foram uma reação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF. A medida incluiu a suspensão de vistos de Alexandre de Moraes — relator da ação penal contra Bolsonaro — e de seus familiares. Há expectativa de que outros sete ministros da Corte também tenham sido afetados, embora apenas Moraes tenha sido oficialmente mencionado até o momento.

Além da suspensão de vistos, foi aplicada contra Moraes a Lei Magnitsky, um dispositivo legal dos EUA que visa punir indivíduos envolvidos em corrupção ou violações de direitos humanos.

Mesmo diante da pressão internacional, o STF manteve sua posição. Em sessão de abertura do segundo semestre do Judiciário, Barroso e o ministro Gilmar Mendes saíram em defesa de Moraes e da soberania do Brasil. Barroso relembrou os tempos de ditadura e afirmou que o país vive hoje uma democracia.

Moraes, por sua vez, assegurou a continuidade do processo judicial contra Bolsonaro:

“O rito processual do STF não se adiantará, não se atrasará. O rito irá ignorar as sanções praticadas. Este relator vai ignorar as sanções que foram aplicadas e vai continuar os julgamentos. Sempre de forma colegiada. Não nos acovardando diante de ameaças, sejam daqui, sejam de qualquer outro lugar”, afirmou o ministro.