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Falta de insumos para diabéticos no CEM obriga gestante a recorrer a rifa para comprar medidor

Foto: Arquivo pessoal / PrefCG / montagem

Handressa Rômulo, de 35 anos, está grávida de oito meses e é portadora de diabetes. Ela denuncia a falta de insumos básicos para o controle da doença no Centro de Especialidades Médicas (CEM), em Campo Grande. Segundo a gestante, há meses não há fitas de glicemia, insulina e nem mesmo os aparelhos para medição, comprometendo o tratamento de pacientes que dependem do SUS.

Diante da ausência de material e sem condições de arcar com os custos, Handressa organizou uma rifa virtual para adquirir um novo aparelho de medição. Ela afirma que precisa realizar entre seis e sete testes de glicose por dia, além de quatro aplicações de insulina. A gestação foi classificada como de alto risco, e a falta de acompanhamento adequado preocupa a paciente, que também chama atenção para a situação de outros usuários do sistema público, como idosos.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) foi procurada pela equipe do TopMídia, conforme publicado, mas não respondeu até a publicação. De acordo com relatos de pacientes, a justificativa recorrente na unidade é de que os aparelhos estão sendo substituídos, sem previsão para reposição de insumos antigos ou chegada dos novos dispositivos. O espaço segue aberto para manifestação oficial.