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Falta de combustível em aviões da FAB obriga ministros a ‘fazerem fila’ por aeronaves

A crise orçamentária que atinge as Forças Armadas já impacta o transporte aéreo de ministros do governo Lula (PT). A escassez de recursos levou a Força Aérea Brasileira (FAB) a operar com apenas três dos dez jatos executivos disponíveis, segundo revelou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Sem combustível, peças e manutenção adequada, os aviões oficiais viraram artigo raro — e ministros fora da linha de prioridade enfrentam dificuldades crescentes para conseguir voar. A situação gerou uma espécie de “fila” entre autoridades da Esplanada, que precisam aguardar pela disponibilidade de aeronaves.

A legislação estabelece prioridade para pastas como Justiça, Fazenda e Defesa, além dos presidentes do STF, Senado e Câmara. Os demais ministros, mesmo em agendas oficiais, só embarcam se houver sobra — o que tem sido cada vez mais incomum.

A tesoura orçamentária do governo é apontada como principal causa. A pasta da Defesa perdeu R$ 2,6 bilhões neste ano. Em nota, a FAB confirmou o impacto dos cortes e afirmou que as restrições afetam “todo o ciclo de operação e manutenção da frota”, incluindo reabastecimento, aquisição de peças, lubrificantes e reparos em motores.