A possível extinção da escala de trabalho 6×1 tem gerado debate sobre efeitos no mercado e nos preços ao consumidor. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo estima que a adequação a uma jornada menor, sem redução proporcional de salários, pode elevar em até 21% a folha de pagamento do comércio, com impacto anual de R$ 122,4 bilhões. No setor de serviços, o custo adicional projetado pode chegar a R$ 235 bilhões.
Segundo a entidade, diante do aumento de despesas, parte das empresas poderia repassar custos ao consumidor, com potencial de elevação de preços de até 13%, a depender do segmento. O economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, avalia que o comércio teria dificuldade para absorver integralmente esse impacto, o que poderia resultar em reajustes de preços, redução de margens, corte de postos de trabalho ou limitação de dias de funcionamento.
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O economista Hugo Garbe, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explica que a redução da jornada com manutenção salarial tende a elevar o custo do trabalho por unidade produzida, fenômeno associado à inflação de custos. Ele ressalta, porém, que o repasse não é automático nem uniforme e pode variar conforme o nível de concorrência e a capacidade de ganho de produtividade. Setores com operação contínua e menor possibilidade de automação, como varejo, alimentação, hotelaria e logística, podem sentir efeitos mais intensos, de forma gradual, à medida que o mercado se adapta.
As informações são do portal Enfoque MS.



