Investidores estrangeiros registraram saída líquida de R$ 3,5 bilhões da bolsa paulista (B3) no mês de julho, interrompendo dois meses de aportes externos, segundo dados de 17 de julho. O movimento sinaliza menor confiança no mercado brasileiro e já se refletiu em sete pregões consecutivos de queda do Ibovespa até meados do mês.
Analistas relacionam o fluxo de capitais ao ambiente externo mais adverso, especialmente em razão de incertezas comerciais nos Estados Unidos — incluindo tarifas a produtos brasileiros — e pela alta recente da inflação americana, que impacta o apetite global por ativos de risco . Com isso, investidores buscam alternativas como títulos globais, pressionando tanto o câmbio quanto a liquidez da bolsa local.
O contexto exige atenção das autoridades monetárias e fiscais brasileiras: a saída de recursos externos pode elevar a volatilidade, pressionar juros e câmbio e encarecer o financiamento de empresas. Os responsáveis pela condução da política econômica precisam avaliar medidas que mitiguem esses efeitos e contribuam para restabelecer a atratividade do Brasil frente a investidores internacionais.
As informações são do Radar Econômico, da Veja.



