Principais Descobertas do Estudo
A pesquisa acompanhou cerca de 3 mil idosos com média de 74 anos, sem diagnóstico prévio de demência, por aproximadamente nove anos. Entre os participantes:
- 58% eram brancos e 42% negros.
- Durante o período, 20% desenvolveram demência.
- Idosos brancos que usavam medicamentos para dormir frequentemente apresentaram um risco 79% maior de desenvolver demência em comparação com aqueles que raramente ou nunca usavam os remédios.
- Para os idosos negros, o uso de medicamentos foi menos frequente e não apresentou aumento significativo no risco de demência.
Medicamentos Relacionados ao Risco
O estudo destacou que os idosos brancos tinham:
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- Quase duas vezes mais chances de usar benzodiazepínicos, como Halcion (triazolam) e Restoril (temazepam).
- Dez vezes mais probabilidade de tomar o antidepressivo Donaren, frequentemente prescrito para insônia.
- Sete vezes mais chances de usar Zolpidem, um sedativo-hipnótico amplamente indicado para tratar insônia e transtornos psiquiátricos.
Embora eficazes, esses medicamentos podem causar efeitos colaterais como alucinações, sonambulismo, amnésia e até compulsão alimentar ou por compras.
Fatores Socioeconômicos e Cognição
A pesquisadora principal, Yue Leng, acredita que as diferenças entre brancos e negros podem ser explicadas por fatores socioeconômicos. Participantes negros com acesso a esses medicamentos provavelmente têm maior status socioeconômico e maior reserva cognitiva, o que pode torná-los menos suscetíveis à demência.
Cuidados no Uso de Medicamentos para Dormir
Antes de recorrer a medicamentos para dormir, os especialistas recomendam identificar a causa do problema. Em casos de insônia, a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-i) é considerada o tratamento de primeira linha.
Para quem precisa de medicamentos, opções como a melatonina podem ser mais seguras, embora sejam necessários mais estudos para avaliar seus impactos a longo prazo.
Esse estudo reforça a importância de um acompanhamento médico cuidadoso no uso de medicamentos para dormir, especialmente em idosos, para reduzir riscos associados à cognição e à qualidade de vida.