A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou na manhã desta terça-feira (3) a operação Abalo Sísmico, que investiga um esquema criminoso envolvendo engenheiros e empresas prestadoras de serviços. O grupo é suspeito de causar prejuízo estimado em R$ 5 milhões a uma incorporadora de Campo Grande.
Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo. Em Campo Grande, a ação contou com equipes da Garras, que estiveram em um depósito localizado na Rua Brilhante. Também há mandados sendo executados em Campinas, Sorocaba e Votorantim (SP).
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que engenheiros da própria incorporadora, contratados para obras de edifícios de alto padrão, atuavam em conjunto com empresas responsáveis por serviços de transporte, perfuração de solo e instalação de fundações prediais para aplicar os golpes.
Os investigados são suspeitos dos crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais.
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca em Campo Grande, dois em Votorantim, um em Campinas e um em Sorocaba. Além disso, seis investigados estão proibidos de manter contato entre si e de sair da cidade.
Ainda na ação, um empreiteiro foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Com ele, a polícia apreendeu uma arma calibre 22, munições e cerca de R$ 700 mil em dinheiro.
A operação contou com apoio das delegacias especializadas de repressão ao narcotráfico, de roubos e furtos, de roubos e furtos de veículos, de homicídios e proteção à pessoa, além do GOE (Grupo de Operações Especiais) em Sorocaba.



