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Em discurso no Congresso, Trump ataca tarifas de Brasil, China e outros países

Créditos: Reprodução de vídeo / Youtube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou seu discurso na sessão conjunta do Congresso na noite desta terça-feira, 4, destacando as ações tomadas por seu governo nas primeiras seis semanas de administração. Trump afirmou que seu governo estava “apenas começando” e, por diversas vezes, ressaltou que sua vitória eleitoral representava um “mandato” do povo americano.

A fala de Trump foi interrompida por protestos da bancada democrata, e o congressista Al Green, do partido da oposição, foi removido do Congresso. Após a saída de Green, o presidente continuou sua fala, listando as ações de seu governo em áreas como imigração e a redução da burocracia federal. Trump também celebrou a saída dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Em sua fala, Trump se posicionou sobre diversas questões, incluindo sua continuidade em meio a múltiplas acusações criminais, as quais ele atribuiu a uma suposta trama do ex-presidente Joe Biden. O republicano ainda chamou Biden de “o pior presidente da história dos Estados Unidos” e o responsabilizou pela inflação, destacando a necessidade de aprovar uma legislação de corte de impostos.

Sobre a inflação, Trump afirmou que, pela primeira vez na história moderna, mais americanos acreditam que o país está indo na direção certa do que na direção errada. O presidente também defendeu suas políticas tarifárias, mencionando especificamente o Brasil, que ele afirmou cobrar “demais” dos Estados Unidos. Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e México, e de 10% sobre produtos chineses, com o intuito de incentivar a instalação de fábricas nos EUA. A medida, no entanto, pode resultar em aumento nos preços de diversos produtos consumidos pela população americana, como café, tomates e gasolina.

Durante o discurso, Trump também mencionou o bilionário Elon Musk, agradecendo-lhe pelo trabalho no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Musk, que lidera o DOGE, está à frente de um esforço para desmantelar agências governamentais, reduzir a força de trabalho federal e acessar dados confidenciais do governo, com a alegação de “restaurar a democracia”.