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Política

Em ano eleitoral, Lula distribui ‘gás de graça’ e joga conta de R$ 8,7 bilhões no colo do contribuinte

Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou mais um programa que mistura política social com estratégia eleitoral. O “Gás do Povo” promete beneficiar 15,5 milhões de famílias inscritas no CadÚnico — cerca de 50 milhões de brasileiros — com um custo estimado de R$ 8,7 bilhões ao contribuinte, em 2025 e 2026. Cálculos do Executivo apontam que a medida custará R$ 3,57 bilhões neste ano e, para o ano que vem, serão necessários, R$ 5,1 bilhões.

O programa substitui o Auxílio Gás, mas com uma diferença crucial: em vez de repassar o dinheiro para que as famílias comprem o botijão, o governo distribuirá o produto diretamente. A mudança amplia o controle estatal sobre a vida das pessoas e cria palco para propaganda do Planalto, enquanto o ônus da iniciativa recai sobre todos os contribuintes — que, no fim, acabam pagando a conta do programa.

O anúncio foi feito em Belo Horizonte, com a presença de políticos estratégicos para 2026, como o ministro Alexandre Silveira e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Minas Gerais, que decidiu a eleição de 2022 por margem mínima, volta a ser ponto-chave para fortalecer a base petista.

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Críticos veem na iniciativa uma estratégia de “venezuelação” do país: políticas assistenciais usadas para criar dependência do Estado e ampliar o controle social. Programas assim acabam “gramutizando” a pobreza, mantendo famílias vulneráveis sem caminhos claros para autonomia econômica.

Enquanto isso, o país segue atolado em problemas estruturais — desemprego, estagnação econômica, carga tributária elevada. O “Gás do Povo” pode até garantir votos, mas quem realmente sente o efeito do programa são os pagadores de impostos, obrigados a bancar mais uma iniciativa que mistura assistencialismo com objetivo eleitoral.

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