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Eleição de Erika Hilton para comissão da Câmara provoca manifestações de parlamentares

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu 11 votos, enquanto 10 integrantes do colegiado optaram por votar em branco. A vice-presidência da comissão ficará com a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Após a eleição, algumas parlamentares manifestaram críticas à escolha. A deputada Greyce Elias (Avante-MG) afirmou que a comissão foi criada para tratar de temas ligados à realidade vivida por mulheres brasileiras, como violência doméstica, feminicídio, saúde feminina e proteção à maternidade. Já a deputada Rosângela Moro (União Brasil-PR) destacou que parte das pautas discutidas no colegiado envolve questões biológicas femininas, como gestação e doenças específicas.

Outras parlamentares também comentaram a decisão. A deputada Delegada Ione (Avante-MG) questionou a legitimidade da escolha, enquanto a deputada estadual Mara Lima (Republicanos-PR) afirmou que a presidência da comissão deveria refletir experiências diretamente relacionadas à realidade feminina. A deputada Clarissa Tércio (Progressistas-PE) declarou que pretende defender a ocupação dos espaços destinados às mulheres por representantes femininas, e Chris Tonietto (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais em que reagiu em silêncio ao tema, citando orientação jurídica. Atualmente, as mulheres ocupam cerca de 18% das cadeiras no Congresso Nacional.

As informações são do portal Pleno News.