Depoimentos de alunos e profissionais que estavam no Instituto São José, em Rio Branco (AC), revelam a dimensão do terror vivido durante o ataque a tiros que resultou na morte de duas funcionárias. Uma estudante relatou que os disparos ocorreram exatamente na porta de sua sala e acredita que a ação das vítimas foi decisiva para evitar uma tragédia ainda maior. Segundo ela, uma das funcionárias foi atingida ao tentar impedir a entrada do agressor, o que pode ter evitado que outros alunos fossem alcançados.
Os relatos também indicam que o autor, um adolescente de 13 anos, já apresentava comportamentos considerados atípicos por colegas e educadores. Há menções a falas anteriores sobre ataques, tratadas como brincadeiras à época, além de histórico de dificuldades escolares, faltas recorrentes e baixa participação familiar. Professores afirmam que a escola buscou apoio junto à família e órgãos competentes, na tentativa de acompanhar o caso e promover a reintegração do aluno.
Testemunhas descrevem que, durante o ataque, o jovem agiu sem hesitação. As funcionárias teriam tentado conversar e contê-lo, momento em que foram atingidas. Após os disparos, ele ainda teria tentado seguir com o plano, mas acabou abandonando a arma e se entregando. Os relatos reforçam o clima de medo vivido dentro da escola e ampliam o debate sobre prevenção, responsabilidade familiar e segurança no ambiente escolar.
As informações são dos portais CNN Brasil, Acre em Dia e Quadro Geral.



