O ministro Edson Fachin assume nesta segunda-feira (29) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em cerimônia que reúne cerca de 1.500 convidados, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele exercerá a função pelos próximos dois anos e terá como vice o ministro Alexandre de Moraes. O evento contará com discursos da ministra Cármen Lúcia, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Especialistas avaliam que a gestão de Fachin deve ser marcada por uma condução mais discreta, com foco na atuação institucional e no equilíbrio entre os Poderes. Segundo a advogada Nara Ayres Britto, o novo presidente deve reforçar o papel do STF como guardião da Constituição, evitando intervenções em temas que cabem à esfera política.
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Natural do Paraná, Fachin integra o Supremo desde 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Com longa carreira acadêmica e jurídica, é professor titular de Direito Civil da Universidade Federal do Paraná e autor de diversas obras na área. Já Alexandre de Moraes, eleito vice-presidente, está no STF desde 2017, indicado por Michel Temer, e ganhou notoriedade em processos relacionados à defesa da democracia e ao combate a atos antidemocráticos.



