A irmã de Juliana Marins, brasileira morta após cair em um vulcão na Indonésia, se manifestou com indignação nas redes sociais após a divulgação do laudo da autópsia. Segundo Mariana Marins, a família foi chamada para receber o documento, mas o resultado foi revelado antes em uma coletiva de imprensa local.
“É absurdo atrás de absurdo, atrás de absurdo e não acaba mais”, declarou. “Mais um descaso da Indonésia para a lista”, escreveu Mariana em publicação.
Na mesma postagem, ela relatou ter se reunido com o prefeito de Niterói (RJ), Rodrigo Neves, que ofereceu apoio integral à família. A prefeitura da cidade natal de Juliana assumiu os custos com o translado do corpo e os procedimentos para o sepultamento.
Resultado da autópsia
Segundo o laudo preliminar divulgado pelas autoridades locais, Juliana sofreu múltiplas fraturas e lesões em quase todo o corpo. A região mais comprometida foi o dorso, com danos na coluna e órgãos internos relacionados à respiração.
A hipótese de morte por hipotermia foi descartada devido à gravidade das lesões e à presença de grande quantidade de sangramento. A causa principal foi atribuída aos traumas sofridos na queda.
O laudo ainda é considerado provisório, pendente da conclusão de exames toxicológicos. O tempo estimado da morte foi entre 12 e 24 horas antes da análise, mas o corpo havia sido conservado em freezer, o que pode alterar os resultados.
Relembre o caso
Juliana Marins desapareceu no dia 20 de junho após cair de uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok. Ela foi localizada quatro dias depois, já sem vida. Testemunhas relataram que ela ainda conseguia se mover e pedir socorro após a queda, o que gerou questionamentos sobre a lentidão nas operações de resgate.
As buscas foram dificultadas pelas condições climáticas, neblina e terreno escorregadio. Desde 2020, o vulcão Rinjani já registrou ao menos oito mortes e mais de 180 acidentes, o que expõe a precariedade da infraestrutura de segurança no local, segundo turistas e especialistas.



