Nesta quarta-feira (18), o dólar voltou a abrir em alta no mercado à vista, refletindo um cenário de incertezas internas e externas. Às 9h15, a moeda americana registrava avanço de 0,50%, sendo cotada a R$ 6,12. Na terça-feira (17), a moeda encerrou o dia em leve alta de 0,02%, a R$ 6,095, após atingir o patamar de R$ 6,20 durante a manhã, marcando um novo recorde nominal (sem ajuste pela inflação).
O mercado continua focado na tramitação do pacote fiscal na Câmara dos Deputados, que promete ser decisivo para o rumo da política econômica. Além disso, investidores acompanham a decisão do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, sobre juros.
Na véspera, o cenário foi de forte instabilidade. A alta do dólar refletiu as incertezas sobre o avanço do pacote fiscal no Congresso Nacional, elemento crucial para as expectativas do mercado sobre a saúde econômica do país. Pela manhã, a cotação alcançou o pico de R$ 6,20, obrigando o Banco Central (BC) a intervir com dois leilões de dólares no mercado. Apesar dos esforços, as medidas tiveram impacto limitado, e o dólar continuou operando em níveis elevados.
A moeda americana só apresentou uma leve queda no meio da tarde, após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmar que um dos textos do pacote fiscal poderia ser votado ainda na terça-feira.
Com os olhos voltados para Brasília e aguardando sinais do Fed, o mercado continua em compasso de espera, enquanto o dólar mantém sua trajetória de alta.



