A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira (24/6) após sofrer uma queda durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Ela fazia o percurso acompanhada de um grupo de turistas quando escorregou e caiu em uma vala, ficando a cerca de 300 metros do restante do grupo. A jovem permaneceu à espera de socorro por quatro dias, mas não resistiu. A família nega que ela tenha recebido qualquer atendimento emergencial durante esse período.
Em um episódio anterior e semelhante, o irlandês Paul Farrel, de 31 anos, caiu de um penhasco de aproximadamente 200 metros enquanto caminhava sozinho na mesma montanha, em outubro de 2024. Ele conseguiu sinal de celular após o acidente e ligou para um resort local pedindo ajuda. A resposta foi rápida: uma equipe de resgate que já atuava na região realizou o salvamento por rapel, utilizando cordas e apoio no cume da trilha. Farrel sobreviveu com ferimentos moderados e agradeceu aos socorristas no local.
A discrepância entre os dois casos levanta questionamentos sobre os critérios e a eficiência das operações de salvamento em áreas turísticas da Indonésia. Embora ambos os acidentes tenham ocorrido na mesma região, o acesso ao socorro e a prontidão das equipes foram significativamente diferentes. Fatores como comunicação imediata, presença de equipes por perto e condições climáticas parecem ter sido determinantes nos desfechos opostos. Especialistas alertam para a necessidade de protocolos mais eficazes e equipamentos de emergência acessíveis a todos os turistas.
As informações são do portal Metrópoles.



