O 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em abril de 2025, revelou que, embora tenha havido uma leve redução na disparidade salarial entre homens e mulheres em Mato Grosso do Sul, a desigualdade permanece significativa. Segundo o documento, mulheres no estado recebem, em média, 25,32% menos que seus colegas homens.
Em 2024, a média salarial das mulheres sul-mato-grossenses foi de R$ 2.919,14, enquanto os homens receberam R$ 3.909,03. Comparado ao levantamento anterior, houve uma redução de 1,79% na diferença salarial entre os gêneros.
No cenário nacional, a disparidade salarial média entre os gêneros é de 20,9%, com aumento de 0,18% em relação ao último levantamento.
Desigualdade Racial Também é Evidente
A desigualdade salarial também é marcada por recortes raciais. No Brasil, mulheres negras ganham, em média, R$ 2.864,39, enquanto mulheres não negras recebem R$ 4.661,06 — uma diferença de 38%. Em Mato Grosso do Sul, a disparidade é um pouco menor, mas ainda significativa: mulheres negras têm salário médio de R$ 2.551,45, enquanto mulheres não negras recebem R$ 3.465,76, uma diferença de 26,4%.
Participação de Mulheres Negras no Mercado Cresce
Apesar dos desafios, o relatório traz indicadores positivos. Houve um aumento de 18,2% na presença de mulheres negras no mercado de trabalho, passando de 3,2 milhões para 3,8 milhões de trabalhadoras. Também caiu o número de estabelecimentos com menos de 10% de mulheres negras, de 21.680 em 2023 para 20.452 em 2024.
Desigualdade em Cargos de Liderança
Mesmo em posições de liderança ou com alta qualificação, a disparidade salarial permanece. Mulheres que atuam como diretoras e gerentes recebem, em média, 73,2% do salário dos homens. Já aquelas em ocupações de nível superior têm rendimento equivalente a 68,5% do que ganham os homens. Na área administrativa, mulheres recebem 79,8% da remuneração masculina.
Estados com Maior e Menor Desigualdade Salarial
O relatório também aponta os estados com os menores índices de desigualdade salarial por gênero. Pernambuco (9,14%), Acre (9,86%), Distrito Federal (9,97%), Piauí (10,04%), Ceará (10,21%) e Alagoas (11,08%) aparecem com os melhores indicadores.
Na outra ponta, os estados com maior disparidade são: Paraná (28,54%), Espírito Santo (28,53%), Santa Catarina (27,96%) e Rio de Janeiro (27,82%).
Legislação e Medidas para Redução da Desigualdade
A Lei nº 14.611/2023 estabelece que empresas com mais de 100 empregados devem adotar medidas para garantir igualdade salarial, incluindo transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e apoio à capacitação de mulheres.
O relatório é uma iniciativa conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério das Mulheres, visando promover a equidade no ambiente de trabalho.
As informações são dos portais Agência Gov. , Fenacon e Serviços e Informações do Brasil.





























