A possível cassação do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) por quebra de decoro parlamentar tem provocado diferentes reações entre os integrantes da bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados. O caso foi encaminhado ao plenário após o Conselho de Ética aprovar, por 13 votos a 5, o parecer favorável à perda de mandato. O parlamentar é acusado de agredir, com chutes, o militante Gabriel Costenaro, integrante do MBL, durante um desentendimento nas dependências da Câmara.
Entre os deputados sul-mato-grossenses, Marcos Pollon (PL) declarou apoio à cassação. Camila Jara e Vander Loubet, ambos do PT, manifestaram-se contrários, alegando que o afastamento representaria uma ameaça à liberdade de posicionamento dos parlamentares. Geraldo Resende (PSDB) também se opôs à medida. Já Beto Pereira (PSDB) afirmou que ainda está analisando o processo. Os deputados Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Dagoberto Nogueira (PSDB) não se pronunciaram até o momento.
Para que o mandato de Glauber Braga seja cassado, é necessário o voto favorável da maioria absoluta dos deputados, ou seja, pelo menos 257 dos 513 parlamentares. O caso ainda não tem data definida para ser apreciado em plenário. Enquanto isso, o deputado do PSOL argumenta que está sendo alvo de perseguição política e chegou a realizar uma greve de fome em protesto.
As informações são dos portais da Câmara dos Deputados e CNN Brasil.



