O deputado Paulo Corrêa (PSDB) criticou publicamente o atendimento a mulheres vítimas de violência em Campo Grande, após o caso envolvendo sua sobrinha, a jornalista Nathalia Corrêa, que foi agredida pelo companheiro. Em seu pronunciamento na Assembleia Legislativa, o deputado expressou sua insatisfação com os erros cometidos no processo de registro da ocorrência.
“Quero agradecer a solidariedade de todos com nossa família, mas o processo está eivado de erros. Ela foi agredida pelo rapaz com quem mantinha um relacionamento, tem uma filha com ele, e, logo após o atendimento médico, foram registrar o boletim de ocorrência. O irmão, que é advogado, foi como informante e, acreditem: ele foi colocado como o indiciado. Pode acontecer isso?”, questionou o parlamentar.
Segundo Corrêa, o irmão da vítima, que compareceu como informante, acabou sendo registrado como indiciado, com seu nome inserido no sistema da polícia, resultando na emissão de uma ordem de prisão. Ele ainda destacou que o caso foi atendido pela mesma delegada responsável pela investigação da morte de Vanessa, outro caso de agressão à mulher, ocorrido anteriormente.
“Pasmem. A mesma delegada que atendeu o caso anterior da jornalista que morreu. Será que é o quê? Não gosta de fazer o serviço? Meu sobrinho foi ajudar a irmã, foi como informante e saiu como indiciado? Seu nome foi para o sistema de gerenciamento operacional da polícia. Saiu uma ordem de prisão e, bastando ele cair em uma blitz, será preso”, relatou o deputado, visivelmente indignado.
A fala do deputado chamou a atenção para possíveis falhas nos protocolos de atendimento a casos de violência contra a mulher em Campo Grande. Durante a sessão, o caso gerou discussões sobre a necessidade de revisões nos processos de registro e investigação, a fim de garantir que as vítimas sejam tratadas de maneira adequada e justa.



