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Deputado do PT é criticado por postar montagem que une Bolsonaro e Vorcaro

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apagou, após forte repercussão negativa, uma montagem produzida por inteligência artificial publicada em suas redes sociais. A imagem mostrava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, abraçados, sugerindo uma ligação entre os três.

Apesar da exclusão da postagem, capturas de tela continuam circulando nas redes sociais, sendo utilizadas por críticos para manifestar indignação com a atitude do parlamentar.

Na legenda da publicação, Rogério Correia escreveu:

“Vorcaro, Bolsonaro e Campos Neto: a foto é o retrato da roubalheira do Banco Master. E a Papudinha vai ficar pequena para tanto cidadão de bem!”

A publicação gerou reação imediata. O jornalista Cláudio Dantas afirmou que o conteúdo merecia uma nota da comunidade, ferramenta usada nas redes para contextualizar ou alertar sobre informações potencialmente enganosas.

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) também se manifestou, criticando o uso de acusações sem provas.

“Abertura de inquérito sobre fake news, buscas e apreensões, Polícia Federal revirando a casa dos outros, cassação de mandato, prisão, ameaças institucionais democráticas e tudo que se vê quando acusam os outros sem provar nada?”, escreveu.

Já o advogado Fábio Wajngarten direcionou sua crítica ao partido do parlamentar:

“O PT é uma farsa”, afirmou em publicação nas redes.

Apesar da associação feita por Rogério Correia, o Banco Central informou que não encontrou, até o momento, qualquer indício de falha de Roberto Campos Neto na fiscalização do Banco Master durante sua gestão.

A prisão de Daniel Vorcaro ocorreu simultaneamente ao decreto de liquidação extrajudicial do Banco Master. A instituição financeira é investigada por supostamente fabricar Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem lastro em valores reais, o que configuraria fraude contra o sistema financeiro nacional.

Além dos executivos do banco, o Banco de Brasília (BRB), cliente da instituição, também é alvo das investigações. O caso tramita sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal (STF).