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Deputada do PSOL paga maquiadores com verba da Câmara dos Deputados

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) contratou dois maquiadores como assessores parlamentares em seu gabinete na Câmara dos Deputados. Os profissionais Índy Montiel e Ronaldo Hass ocupam cargos de secretário parlamentar, com salários que chegam a até R$ 9,6 mil por mês, conforme dados disponíveis no Portal da Transparência da Casa.

Os dois costumam divulgar, em suas redes sociais, trabalhos de maquiagem realizados para Erika Hilton em diferentes ocasiões públicas. Uma das postagens foi feita por Índy no dia 27 de maio, durante a cerimônia em que Hilton foi condecorada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o título de Grande Oficial da Ordem de Rio Branco, uma das mais altas honrarias do Itamaraty.

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Outro exemplo ocorreu em fevereiro, quando Ronaldo Hass publicou uma foto com a legenda: “Erika Hilton com beleza minha para ensaio técnico da Paraíso da Tuiuti”. Em julho, também compartilhou registros ao lado da parlamentar, com interações entre seguidores pedindo recados para a deputada.

De acordo com registros oficiais, Índy Montiel ocupa o cargo desde 9 de junho de 2024, com salário aproximado de R$ 2,1 mil mensais. Já Ronaldo Hass foi nomeado em maio deste ano e recebe atualmente R$ 9,6 mil.

Pela legislação, os secretários parlamentares são servidores de livre nomeação dos deputados e exercem atividades vinculadas ao mandato, como: elaboração de projetos de lei, preparação de discursos, assessoria técnica, agendamento de reuniões, acompanhamento de atividades nas comissões, entre outras funções de caráter legislativo e institucional.

O que diz Erika Hilton

Procurada, Erika Hilton negou que a contratação dos dois profissionais tenha sido motivada exclusivamente pelos serviços de maquiagem. Segundo a deputada, ambos desempenham funções regulares de assessoria parlamentar, além de, eventualmente, realizarem maquiagens em compromissos públicos, atividade que, segundo ela, não interfere nas funções para as quais foram nomeados.

“Isso é simplesmente uma invenção. Ambos fazem atividades institucionais como secretários parlamentares, me assessoram nas comissões, ajudam a fazer relatórios, preparam meus briefings, dialogam diretamente com a população e com atores da sociedade civil, me acompanham nas minhas agendas em Brasília, em São Paulo, no interior e no exterior”, afirmou.

A parlamentar reforçou que a atividade de maquiagem é exercida de forma voluntária, sem relação com as atribuições remuneradas na Câmara.

“Eles não foram nomeados por me maquiar, e sim por contribuírem muitíssimo com a minha atuação parlamentar, seja na pauta LGBTQIA+ ou em tantas outras que meu mandato toca diariamente”, concluiu.