Uma professora de 40 anos denunciou à polícia ter sido vítima de assédio sexual e perseguição por parte do diretor de uma escola municipal de tempo integral em Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência registrado em 17 de junho, o homem, de 48 anos, teria feito comentários de cunho sexual e investidas frequentes no ambiente de trabalho.
De acordo com o relato da vítima, o suspeito fazia elogios considerados inadequados, perguntas sobre sua vida pessoal e sugestões envolvendo fotos e vídeos com conteúdo de conotação sexual. Em outra situação, após uma conversa sobre uma transferência de dinheiro via Pix, ele teria insinuado que a professora obteve determinada quantia por meio de programa sexual.
Ainda conforme a denúncia, após não obter a resposta desejada, o diretor passou a adotar comportamentos que a professora classificou como perseguição profissional, registrando ocorrências internas envolvendo seu nome. O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que apura os fatos como importunação. A Justiça concedeu medida protetiva de urgência em favor da vítima, e as investigações seguem em andamento.



