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“Deixará grana no Fábio”: mensagens apontam atuação de Roberta Luchsinger em repasses a Lulinha

Reprodução / Redes Sociais

Mensagens recuperadas pela Polícia Federal do celular da lobista Roberta Luchsinger indicam que ela teria coordenado pagamentos destinados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (23) pelo Metrópoles, em 29 de novembro de 2024, Luchsinger perguntou ao motorista onde estava o dinheiro e determinou que a quantia fosse levada a “Fábio”. Em outro diálogo, de 25 de julho daquele ano, ela orientou o pagamento de R$ 26.809 à agência de viagens TTW, com a indicação de que o valor seria “para Fábio”. O motorista posteriormente enviou comprovante do depósito.

As mensagens também registram uma cobrança de R$ 100 mil ao ex-secretário de Saúde de Goiânia Quesede Ayres Henrique. Segundo a apuração, Luchsinger pediu urgência no pagamento e, posteriormente, questionou se a transferência havia sido realizada, afirmando que “ele vai embarcar”. Na mesma noite, Lulinha embarcou em Guarulhos com destino a Lisboa, em voo no qual também estava Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O depósito de R$ 100 mil teria sido feito para uma empresa ligada à lobista.

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O conteúdo amplia a pressão sobre uma investigação que já envolve Luchsinger e Lulinha no Supremo Tribunal Federal. A PF apura suspeitas relacionadas a tráfico de influência e negócios envolvendo órgãos do governo federal, inclusive uma frente ligada ao Ministério da Saúde e medicamentos derivados de cannabis. Reportagens recentes também apontaram mensagens sobre pagamentos a integrantes do Ministério do Desenvolvimento Social e outras movimentações financeiras atribuídas à lobista. A defesa de Lulinha afirma que ele não tem relação com eventuais pagamentos ou irregularidades e questiona a autenticidade e o contexto de parte das conversas. Até a publicação da reportagem consultada, as defesas de Luchsinger e de outros envolvidos não haviam se manifestado sobre os novos diálogos.