A decisão do Congresso Nacional de derrubar o decreto presidencial que reajustava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) gerou forte reação no Palácio do Planalto. O governo considera que a medida compromete programas sociais e retira prerrogativas do Executivo. Lideranças do PT interpretaram a articulação dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como um movimento político com potencial de enfraquecer a base de apoio à reeleição do presidente Lula.
Nos bastidores, o Planalto avalia judicializar a questão, sustentando que o reajuste do IOF é competência exclusiva do Executivo. Paralelamente, dirigentes petistas articulam uma reação política por meio de propostas com apelo popular, como a taxação de grandes fortunas e o aumento da tributação sobre apostas online, tentando retomar protagonismo no debate público e no Congresso.
Do lado do Legislativo, parlamentares alegam insatisfação com a condução política do governo e afirmam que houve falhas na articulação e no cumprimento de acordos. A derrubada do decreto é vista como um marco raro — a última situação semelhante ocorreu há mais de 30 anos. Apesar de possíveis retomadas no diálogo, o desgaste entre os Poderes preocupa integrantes dos dois lados, que temem novos impasses institucionais com eventual envolvimento do Supremo Tribunal Federal.
As informações são do portal Metrópoles.



