Uma menina de sete anos foi internada em estado de emergência nesta terça-feira (25) após serem encontradas larvas em sua cabeça. O caso chamou a atenção das autoridades, levando a uma investigação da Polícia Civil sobre a situação familiar e possíveis maus-tratos.
O pai da criança, que está separado da mãe, registrou um boletim de ocorrência após encontrar as larvas no sábado (22). Ele relatou que estava cuidando da filha em casa quando notou a condição alarmante. Inicialmente, ele a levou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas a mãe impediu o corte dos cabelos da criança para remover as larvas. Apesar de ter recebido atendimento e medicação, a menina continuou a sentir dores na cabeça e dificuldades para dormir.
No dia seguinte, o pai retornou com a filha à UPA, onde a mãe novamente atrapalhou os atendimentos. A equipe médica tentou acionar o Conselho Tutelar, mas sem sucesso. Somente após a ameaça de chamar a Guarda Municipal, a mãe permitiu que os procedimentos fossem realizados. Entretanto, não foi possível remover todas as larvas durante o atendimento.
Nesta terça-feira, a menina foi transferida por ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Universitário, onde permanece internada para que o tratamento seja concluído. A equipe médica está trabalhando para remover completamente as larvas.
As conselheiras tutelares que acompanharam o caso manifestaram ao portal Primeira Página, preocupação com a situação da criança e de seus irmãos. Elas informaram que uma denúncia será feita à Vara da Infância e Juventude para garantir a segurança da menina e de seus familiares. A promotoria declarou que, até o momento, não foi notificada sobre o caso, que segue sob investigação da Polícia Civil.



