Durante oitivas da CPI do Transporte Público realizadas na Câmara Municipal de Campo Grande, os vereadores Ana Portela (PL) e Junior Coringa trouxeram à tona uma série de questionamentos sobre a eficácia e segurança do sistema de transporte coletivo da capital, com foco nas ações da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) durante a gestão de Janine de Lima Bruno, ex-diretor-presidente do órgão.
Ana Portela apontou para o aumento no número de acidentes em corredores exclusivos de ônibus, como o da Avenida Rui Barbosa, e questionou a qualidade do planejamento que embasou sua implantação. Embora Janine tenha alegado desconhecer registros de acidentes nos locais citados, a vereadora ressaltou relatos constantes de moradores e citou a cobrança de quilometragem morta pela concessionária, tema que deverá ser aprofundado no relatório final da CPI. Também foi cobrado esclarecimento sobre o cumprimento de termos de gestão e a fiscalização dos contratos em vigor.
Continue após a publicidade
Já o vereador Junior Coringa concentrou sua abordagem nas falhas de acessibilidade e na superlotação dos coletivos. Em sua fala, cobrou respostas sobre a manutenção dos elevadores de acessibilidade, que frequentemente não funcionam, e sobre a aplicação de multas por excesso de passageiros. Diante da evasiva do ex-presidente da Agetran, que disse não se lembrar das penalidades aplicadas, Coringa considerou a resposta um sinal de descaso com a população. Ambos os parlamentares reforçaram o compromisso da CPI em investigar as falhas do sistema e apresentar soluções à sociedade.
Matéria elaborada com base nas informações divulgadas pelo portal da Câmara Municipal de Campo Grande.



