Durante a 9ª oitiva da CPI do Transporte Coletivo de Campo Grande, realizada na quarta-feira (28), o presidente da comissão, vereador Dr. Lívio, apresentou um relatório que detalha as penalidades aplicadas ao Consórcio Guaicurus entre 2020 e 2025. Conforme os dados, das 4.090 multas analisadas nesse período pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), 2.344 foram mantidas, 314 foram anuladas e outras 1.432 aguardam novo julgamento devido à ausência de fundamentação.
A audiência contou com os depoimentos de Rodrigo Inoye, diretor jurídico e presidente da Junta de Análise e Julgamento de Recursos (JAJUR), e de José Corsine, diretor de fiscalização da Agereg. Inoye destacou que, até 2020, um representante do próprio consórcio participava da JAJUR — prática extinta após acordo firmado em Termo de Ajustamento de Gestão (TAG). Segundo ele, todas as cláusulas do termo foram cumpridas, com exceção da que trata do reequilíbrio financeiro do contrato.
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Já Corsine explicou os critérios técnicos adotados pela Agereg para elaboração dos relatórios de fiscalização. Ele mencionou a tentativa frustrada de contratar consultoria externa diante da complexidade das análises e da escassez de servidores. Questionado sobre a saúde financeira do consórcio, Corsine afirmou que o índice de solvência é motivo de preocupação, pois impacta diretamente a qualidade do transporte coletivo ofertado à população.
As informações são do portal da Câmara Municipal de Campo Grande.



