A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo de Campo Grande ouviu, nesta segunda-feira (26), o ex-diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Vinícius Leite Campos. Durante a oitiva, o vereador Dr. Lívio, que preside a CPI, chamou atenção para o descumprimento de cláusula contratual que previa a realização da Matriz Origem-Destino (OD) nos meses 24 e 132 da concessão do transporte coletivo.
Segundo o parlamentar, a não execução da Matriz OD compromete o planejamento eficiente do sistema de transporte. O estudo técnico é responsável por mapear os deslocamentos da população, permitindo ajustes na oferta de veículos, definição de tarifas baseadas na demanda real, planejamento de rotas e integração entre modais. Dr. Lívio classificou como “grave” a omissão, apontando impactos diretos na qualidade e nos custos do serviço prestado.
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Durante seu depoimento, Vinícius reconheceu a existência da cláusula, mas afirmou não considerá-la essencial para a execução do contrato, o que foi rebatido pelo presidente da CPI. Ao ser questionado sobre a eventual comunicação com o Executivo, respondeu que a decisão era técnica e não foi discutida com o prefeito. Ainda durante a oitiva, o ex-diretor classificou o contrato atual como inviável e sugeriu uma rescisão amigável entre o município e o Consórcio Guaicurus.
Fonte: CMCG.



