A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets está prestes a concluir seus trabalhos após quase sete meses de investigações sobre irregularidades envolvendo jogos de azar online no Brasil. O relatório final, apresentado pela relatora senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), propõe o indiciamento de 16 pessoas, entre influenciadores, empresários e representantes de casas de apostas.
Dentre os nomes citados no documento, destacam-se as influenciadoras Virginia Fonseca e Deolane Bezerra. Virginia é acusada de publicidade enganosa e estelionato, supostamente induzindo seguidores a apostarem com simulações irreais de ganhos. Já Deolane enfrenta acusações de jogo de azar ilegal, estelionato, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, sendo apontada como sócia oculta da casa de apostas ZeroUm.
O relatório também recomenda investigações sobre a Paybrokers, empresa considerada intermediária para o recebimento de recursos de sites de apostas.
Apesar das acusações, os pedidos de indiciamento não têm efeito automático. O relatório será votado ainda nesta semana e, caso aprovado, as informações serão encaminhadas ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União, que decidirão sobre eventuais denúncias.
Além das recomendações criminais, o parecer apresenta 18 propostas de lei para ampliar a fiscalização sobre apostas online. A CPI das Bets, que inicialmente buscava maior protagonismo no Senado, encerra seus trabalhos em meio a críticas e sem apoio político para uma prorrogação.
Os indiciados
A senadora Soraya Thronicke propôs o indiciamento de 16 pessoas no relatório final da CPI das Bets. Entre os acusados estão influenciadores digitais, empresários e representantes do setor de apostas online. Veja a lista completa:
- Adélia de Jesus Soares – Crimes de lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- Daniel Pardim Tavares Gonçalves – Crimes de falso testemunho, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- Deolane Bezerra dos Santos – Contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada; crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- Ana Beatriz Scipiao Barros – Contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada; crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- Jair Machado Junior – Contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada; crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- José Daniel Carvalho Saturino – Contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada; crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- Leila Pardim Tavares Lima – Contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada; crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- Marcella Ferraz de Oliveira – Contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada; crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
- Virginia Pimenta da Fonseca Serrão Costa – Crimes de publicidade enganosa e estelionato.
- Pâmela de Souza Drudi – Crimes de publicidade enganosa e estelionato.
- Erlan Ribeiro Lima Oliveira – Crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
- Fernando Oliveira Lima – Crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
- Toni Macedo da Silveira Rodrigues – Crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
- Marcus Vinicius Freire de Lima e Silva – Crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, exploração de jogos de azar, associação criminosa, tentativa de influência indevida no Poder Judiciário, corrupção ativa e tráfico de influência.
- Jorge Barbosa Dias – Crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, sonegação fiscal e exploração ilegal de jogos de azar.
- Bruno Viana Rodrigues – Crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração ilegal de jogos de azar.
Além dessas acusações, o relatório sugere investigações sobre a empresa Paybrokers, que teria intermediado transações financeiras para sites de apostas.
Os indiciamentos ainda dependem de análise por órgãos competentes, como o Ministério Público e a Advocacia-Geral da União, que decidirão sobre possíveis denúncias.
































