O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela terceira reunião consecutiva. A decisão, tomada por unanimidade, era esperada pelo mercado e reflete a preocupação da autoridade monetária com a inflação ainda acima da meta, mesmo diante de uma economia em desaceleração. Esse é o maior patamar da taxa básica de juros desde 2006.
Em nota, o Banco Central afirmou que o cenário internacional continua incerto, especialmente em razão da política econômica dos Estados Unidos, e que a manutenção da Selic por um período prolongado é necessária para garantir a convergência da inflação à meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A instituição não descartou a possibilidade de um novo aumento dos juros, caso considere necessário.
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A taxa Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação, atualmente acumulada em 5,17% em 12 meses, segundo o IPCA. Embora a prévia de outubro tenha apontado desaceleração, o Banco Central prevê que os juros devem continuar altos até que os preços mostrem trajetória mais estável. A decisão também impacta o crédito e o crescimento econômico, que deve ficar próximo de 2% em 2025, segundo projeções da própria instituição.
Agência Brasil.



