No último domingo (17), duas mulheres da comitiva do Timor Leste, que participavam do G20 Social no Rio de Janeiro, foram assaltadas na região da Lapa, no centro da cidade. Entre as vítimas estava a mãe da ativista Licypriya Kangujam, de 13 anos, que teve sua corrente de ouro roubada por dois jovens em uma bicicleta.
A ativista, que participou de um painel no G20 a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou as redes sociais para expressar sua indignação. Ela relatou o ocorrido, marcando Lula, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o perfil oficial do G20, além de criticar a falta de segurança.
Segundo Licypriya, antes de sua chegada ao Brasil, sua equipe havia solicitado escolta ao gabinete presidencial, mas foi informada que a segurança já estaria garantida. Após o assalto, ela lamentou a experiência negativa e questionou qual mensagem o Brasil transmite ao mundo com a falta de segurança durante um evento de relevância internacional.
Ação policial e registro do caso
Após o incidente, a Operação Segurança Presente prestou assistência às vítimas, que foram acompanhadas por uma viatura em busca dos suspeitos, sem sucesso. Por conta do horário e preocupadas em perder o voo, as mulheres registraram a ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá), com apoio da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat).
A polícia informou que as investigações continuam e que diligências estão em andamento para identificar os responsáveis pelo crime.
Timor Leste no G20

Licypriya Kangujam, ativista internacionalmente reconhecida, participou de um dos painéis do G20 Social, onde discursou sobre abusos contra mulheres e a crise climática global. Ela ressaltou que países ricos devem assumir responsabilidades pelos danos causados ao sul global.
O episódio do assalto gerou críticas sobre a organização e a segurança do evento, levantando preocupações sobre a preparação do Brasil para futuros encontros internacionais, como a COP30, prevista para acontecer no país.
*Com informações da Revista Oeste.



