Uma funcionária de um restaurante localizado na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, afirma que comerciantes e clientes têm enfrentado situações recorrentes de insegurança na área central, em meio ao aumento de pessoas em situação de rua. Segundo ela, pedidos frequentes de alimentos em frente ao estabelecimento e reações agressivas após negativas têm gerado preocupação. A trabalhadora relata que já houve danos ao espaço externo do comércio e que, em uma ocasião, encontrou o próprio veículo amassado após deixar o local de trabalho.
De acordo com a funcionária, a orientação recebida da assistência social é para que os comerciantes não forneçam alimentos diretamente, recomendando o encaminhamento das pessoas aos serviços de acolhimento. Ela também afirma que buscou apoio junto à Assistência Social e à Polícia Militar, mas que a atuação se limita a abordagens e pedidos para que os grupos deixem o local, retornando posteriormente. Outros empresários da região, como proprietários de estacionamento, também teriam relatado receio de clientes diante das abordagens constantes.
Em nota, a Guarda Civil Metropolitana informou que irá intensificar as rondas na região central e destacou que atua de forma integrada com as forças estaduais e federais, com foco na proteção de prédios públicos e apoio às ações ostensivas. A Secretaria de Assistência Social afirmou que mantém equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social atuando 24 horas por dia nas sete regiões da Capital, oferecendo acolhimento e atendimento, respeitado o direito de recusa. Já a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul declarou que realiza patrulhamento preventivo contínuo na área, com base em dados estatísticos e monitoramento em tempo real, e ressaltou que a situação envolve fatores sociais que demandam políticas públicas integradas e soluções estruturais.
As informações são do portal TopMídia.



