A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, pode ser substituída na reforma ministerial planejada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para ocorrer em fevereiro. Caso a mudança se concretize, Mato Grosso do Sul permanecerá com apenas uma representante no primeiro escalão do governo federal, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
A possível substituição de Cida Gonçalves está relacionada a denúncias de assédio moral na pasta. A Controladoria-Geral da União (CGU) encaminhou à Comissão de Ética da Presidência acusações formais contra a ministra, que nega as alegações e afirma que sua postura é de cobrança por resultados da equipe.
Nos bastidores, especula-se que a atual ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, seja cotada para assumir o Ministério das Mulheres. A reforma ministerial tem como objetivo acomodar aliados políticos e fortalecer a base governista no Congresso Nacional.
Esta não é a primeira vez que Cida Gonçalves enfrenta rumores sobre sua possível exoneração. No ano passado, surgiram boatos de que ela perderia o cargo em meio a mudanças promovidas por Lula, mas a ministra foi mantida na função.
Se confirmada a saída de Cida Gonçalves, o cenário atual se assemelha ao da gestão anterior, quando Mato Grosso do Sul teve dois representantes no primeiro escalão: Luiz Henrique Mandetta, no Ministério da Saúde, e Tereza Cristina, na Agricultura e Pecuária. Após desentendimentos com o então presidente Jair Bolsonaro, Mandetta foi demitido durante a pandemia de covid-19, e apenas Tereza Cristina permaneceu no cargo até o fim do mandato.



