CAMPO GRANDE
Fracasso das CPIs

Caso Master não sai do radar: Senado muda estratégia após fim das CPIs

Foto: Reprodução

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Com o encerramento da CPI do Crime Organizado e da CPMI do INSS sem a aprovação de relatórios conclusivos, senadores passaram a buscar alternativas dentro da própria estrutura do Senado para dar continuidade às investigações sobre o Caso Master. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) surge como novo caminho para análise dos fatos, diante da necessidade de aprofundamento técnico e maior estabilidade nos trabalhos.

A mudança de estratégia ocorre após tentativas frustradas de conduzir oitivas e consolidar informações no âmbito das CPIs. Ainda no início do ano, a CAE chegou a agendar o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, que não se concretizou. Agora, com o fim das comissões de inquérito, parlamentares retomam a articulação para utilizar o colegiado como instrumento de fiscalização, evitando que o caso perca relevância no cenário político.

Nesse contexto, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou pedido para compartilhamento de documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado. O objetivo é permitir à CAE acesso a dados sobre operações financeiras, movimentações consideradas atípicas e possíveis vínculos entre agentes econômicos e autoridades. Entre os materiais reunidos estão relatórios fiscais, registros de comunicações e informações logísticas, que podem subsidiar novas diligências.

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Apesar disso, o avanço das apurações ainda enfrenta entraves. O Supremo Tribunal Federal negou o envio de parte dos documentos solicitados, sob a justificativa de que investigações em curso não podem ser comprometidas. Diante desse cenário, cresce entre senadores a avaliação de que comissões permanentes podem oferecer maior continuidade e rigor técnico às investigações, reduzindo os efeitos da instabilidade política que marcou as CPIs recentes.

As informações são dos portais Metrópoles e Quadro Geral.

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