Uma carta enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pediu a transferência de Marcos Willians Camacho, o Marcola, e Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, para um local sigiloso. O pedido foi feito pelo pastor Oséas de Campos, que alegou temer uma eventual ação da CIA para retirar os dois presos do Brasil. As informações são do Metrópoles.
O documento, datado de 2 de junho de 2026, foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. No habeas corpus, Oséas defendeu que a localização de Marcola e Beira-Mar ficasse restrita à Justiça, ao Ministério Público e aos familiares.
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O pastor relacionou o temor à classificação do PCC e do Comando Vermelho pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. Ele também afirmou que uma eventual retirada dos dois presos poderia provocar um “salve geral”, com ataques criminosos em diferentes regiões do país. Não há indicação de que exista uma operação da CIA para sequestrar os dois; a possibilidade foi levantada pelo próprio autor da carta.
Fachin não deu seguimento ao habeas corpus. Em decisão de 22 de junho, o ministro apontou que o pedido não apresentava um ato concreto de autoridade que justificasse a análise do caso diretamente pelo STF. A petição foi encaminhada à Defensoria Pública de São Paulo para avaliação de eventuais providências.
Oséas de Campos já havia recorrido ao Supremo em outro habeas corpus que resultou, em 2006, na análise da proibição de progressão de regime para condenados por crimes hediondos. Na ocasião, o STF considerou inconstitucional a vedação absoluta.
Com informações do Metrópoles.



