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Câmara de Campo Grande pode abrir CPI para investigar institutos de pesquisa em 2025

A próxima legislatura da Câmara Municipal de Campo Grande pode iniciar o ano com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação dos institutos de pesquisa que erraram ao prever o resultado das eleições municipais deste ano.

A proposta, levantada pelo vereador eleito Rafael Tavares (PL), pretende reunir assinaturas no próximo ano para analisar as metodologias usadas nas pesquisas eleitorais e verificar possíveis influências externas sobre os resultados apresentados.

As pesquisas de intenção de voto, amplamente divulgadas antes do segundo turno, indicavam vantagem de Rose Modesto (União) sobre Adriane Lopes (PP). Contudo, o resultado nas urnas contrariou essas previsões, revelando Adriane como vencedora. Segundo Tavares, esse descompasso entre as projeções e a realidade levanta suspeitas sobre a integridade dos dados.

Ele defende uma investigação profunda para entender o financiamento das pesquisas, os profissionais envolvidos e as metodologias aplicadas. “Vamos buscar abertura de uma CPI para investigar quem paga, quais metodologias foram usadas e quem são os profissionais. Não podemos aceitar que essas ‘pesquisas’ influenciem sem que haja responsabilização”, afirmou Tavares.

Resultados das pesquisas na véspera da eleição

As pesquisas divulgadas na véspera do segundo turno mostravam discrepâncias significativas em relação ao resultado final. Confira os números apontados pelos institutos:

Veritá: Rose Modesto (53,9%) e Adriane Lopes (46,1%) nos votos válidos.

Ranking: Rose com 51,6% dos votos válidos contra 48,4% de Adriane, dentro da margem de erro de 2,2%.

Quaest: Rose com 51% e Adriane com 49%, tecnicamente empatadas pela margem de erro de 3%.

Novo Ibrape: Rose com 50,9% dos votos válidos e Adriane com 49,1%.

AtlasIntel: Rose com 54% e Adriane com 46% dos votos válidos.

Se a CPI for instaurada, Campo Grande pode se tornar uma das primeiras cidades a investigar a atuação de institutos de pesquisa, um movimento que pode trazer novas exigências de transparência e imparcialidade para o setor nas próximas eleições.