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Câmara de Campo Grande aprova reajuste escalonado para prefeita, vice e servidores

Foto: Reprodução | Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, nesta quarta-feira (24), o projeto de lei que concede reajuste escalonado aos salários da prefeita Adriane Lopes (PP), da vice-prefeita Camila Nascimento, de secretários municipais e de aproximadamente 500 servidores que recebem pelo teto municipal. A aprovação ocorreu em regime de urgência, com efeito retroativo a fevereiro.

O texto estabelece que o salário da prefeita será reajustado de forma gradual, passando de R$ 21.263,62 para R$ 26.943,05 em 2025, R$ 31.912,56 em 2026 e R$ 35.462,22 em 2027. A vice-prefeita e secretários também terão aumento proporcional, com a vice encerrando o período com vencimento de R$ 31.915,80, e secretários chegando a R$ 30.142,70.

Durante a votação, o projeto recebeu um voto contrário, do vereador Marquinhos Trad (PDT), que apontou que a proposta contempla um grupo restrito de servidores. Ele mencionou que o reajuste atingirá 474 servidores que já recebem acima de R$ 20 mil mensais, em um universo de 25 mil funcionários.

Por outro lado, representantes de categorias que serão beneficiadas acompanharam a votação no plenário. Conforme publicou o Campo Grande News, o auditor fiscal aposentado Silvio Lima, de 57 anos, afirmou que os salários estão congelados há 14 anos e classificou o reajuste como uma recomposição salarial.

Ainda segundo o portal, de acordo com a secretária municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, o impacto financeiro total da medida será de R$ 95 milhões até 2027. Para este ano, o custo será de R$ 32,8 milhões, subindo para R$ 73 milhões no próximo ano. A previsão é que o comprometimento da receita corrente líquida fique em 51% em 2025 e 2026, e em 52,3% em 2027.

A votação do reajuste ocorre em meio à discussão sobre o veto da prefeita a emendas parlamentares vinculadas ao Fundo de Investimentos Sociais. Segundo a Secretaria de Fazenda, os recursos dessas emendas agora dependerão de convênios entre a Prefeitura, a Câmara e o Governo do Estado.