A edição desta sexta-feira (27) do Café & Política reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir projetos considerados decisivos para o futuro econômico de Mato Grosso do Sul. A convidada especial foi a senadora Tereza Cristina, que participou das análises sobre os avanços e os desafios da integração logística do Estado.
Um dos temas do encontro foi a Rota Bioceânica, corredor internacional que vai conectar o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Chile, no Oceano Pacífico, por meio de uma ponte entre Brasil e Paraguai, em Porto Murtinho. A expectativa é reduzir a distância até a Ásia, diminuir os custos de transporte e ampliar a competitividade do agronegócio e da indústria regional.
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Também participaram o empresário Ricardo Nogara, diretor-geral do Grupo Cast, e Luiz Oliveira, gerente comercial do Jornal Star Mídia News e da Star Mídia Comunicação. A presença de representantes do setor empresarial e da comunicação ampliou o debate, trazendo a visão prática de quem atua diretamente na economia e na informação.


Também entrou na pauta o Porto Seco em Porto Murtinho, estrutura aduaneira que deve organizar o fluxo de importação e exportação de mercadorias, funcionando como centro de armazenagem, fiscalização e despacho de cargas. A instalação é vista como etapa essencial para consolidar o município como porta estratégica do comércio internacional no Estado.
Realizado semanalmente, o Café & Política reúne lideranças políticas, empresários e representantes da sociedade civil para debater temas ligados ao desenvolvimento estadual, consolidando-se como espaço permanente de diálogo sobre os rumos econômicos de Mato Grosso do Sul.


Evolução e conclusão da Rota Bioceânica
A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que vai ligar Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, está a apenas 101 metros de ter sua estrutura principal concluída. A fase conhecida como “beijo” das aduelas — quando os dois lados da ponte finalmente se encontram sobre o Rio Paraguai — deve acontecer até maio de 2026.
Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a ponte é vista como estratégica para a economia da região. A nova ligação vai criar um caminho mais curto para exportações brasileiras rumo ao Oceano Pacífico, facilitando o acesso a mercados como o asiático. Hoje, cerca de 280 trabalhadores, entre brasileiros e paraguaios, atuam na obra.
Depois que a estrutura principal estiver concluída, começam os trabalhos de finalização. Entre eles estão a instalação de cabos de aço dentro da laje de concreto, o ajuste dos 168 cabos que sustentam o vão central e a colocação de equipamentos para aumentar a segurança.
A ponte também terá sensores eletrônicos nos pilares e cabos, que vão permitir o monitoramento em tempo real da estrutura e do peso suportado, inclusive durante a passagem de veículos. O projeto prevê ainda iluminação para orientar embarcações no Rio Paraguai, acabamento do piso, instalação de grades de proteção e construção de ciclovia.
Na reta final, serão feitos o asfaltamento, a pintura, a sinalização e a iluminação ornamental. A previsão é que a ponte seja totalmente entregue em agosto de 2026.



