O Brasil ficou em 18º lugar entre 18 países avaliados no mais recente ranking de competitividade industrial divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo analisou o desempenho de economias com perfil produtivo semelhante ao do Brasil, levando em conta oito fatores determinantes para o ambiente industrial, como educação, desenvolvimento humano, infraestrutura, inovação e ambiente econômico.
Conforme reportado pelo portal Pleno News, entre os pontos com pior desempenho, destacam-se educação, ambiente econômico e desenvolvimento humano e trabalho. O país ocupa a última colocação nesses três fatores. A CNI aponta que o alto custo de financiamento, com destaque para a taxa básica de juros (Selic), e o sistema tributário complexo dificultam o crescimento da indústria nacional. Na educação, o estudo ressalta a baixa qualificação profissional e a pouca adesão ao ensino técnico como entraves à competitividade.
O Brasil só não esteve entre os últimos colocados no item “Baixo Carbono e Recursos Naturais”, onde obteve a 12ª posição, com bom desempenho no subfator de descarbonização. Apesar disso, o país não figurou entre os primeiros colocados em nenhum dos indicadores analisados. A CNI destaca que o avanço da competitividade brasileira depende de reformas estruturais e de políticas que melhorem a produtividade, a qualificação da mão de obra e a integração internacional da indústria.



