O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participa, neste domingo (16), de um ato na orla de Copacabana em defesa da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. A manifestação ocorre em meio à expectativa pela análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado “Núcleo 1”, que inclui Bolsonaro como investigado por tentativa de golpe de Estado.
O evento contará com a presença de aliados políticos do ex-presidente, incluindo governadores, senadores e deputados. Entre os chefes de Executivos confirmados estão Cláudio Castro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Jorginho Melo (PL-SC) e Mauro Mendes (União-MT). O grupo discursará de um trio elétrico sobre a necessidade de anistia aos condenados pelo STF.
Avanço do PL da Anistia e resistências
A defesa da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro tem ganhado força entre parlamentares alinhados a Bolsonaro, que tentam avançar com a proposta na Câmara dos Deputados. Entretanto, o projeto enfrenta resistência, inclusive do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que busca evitar atritos com o STF. Apesar dos obstáculos, a pauta será um dos principais temas do ato.
Outro ponto sensível que deve ser abordado na manifestação é a atuação do Supremo Tribunal Federal, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga a suposta tentativa de golpe. O embate entre Bolsonaro e Moraes se intensificou desde o indiciamento do ex-presidente pela Polícia Federal em novembro do ano passado.
Mobilização internacional
Os apoiadores também buscam ampliar a repercussão internacional do movimento. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem se aproximado de lideranças estrangeiras, especialmente nos Estados Unidos, o que gerou críticas de partidos de esquerda, que o acusam de tentar influenciar autoridades americanas contra o STF e o governo brasileiro. O parlamentar nega as acusações.
Denúncia contra Bolsonaro
A denúncia da PGR contra Bolsonaro e outros investigados será julgada pela 1ª Turma do STF em três sessões: duas no dia 25 de março, às 9h30 e 14h, e uma sessão extraordinária em 26 de março, às 9h30. Os ministros Cristiano Zanin (presidente), Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia analisarão a admissibilidade da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais envolvidos passarão à condição de réus e responderão criminalmente ao processo. A expectativa é que a 1ª Turma do STF acate a denúncia, dada a gravidade das acusações.



