O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou que facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), configuram uma forma de terrorismo. A declaração foi feita após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, onde os dois países assinaram acordos de cooperação voltados ao combate ao tráfico de drogas, contrabando, crimes ambientais e outras formas de crime organizado transnacional. O governo brasileiro mantém postura cautelosa em relação à classificação das facções como terroristas, avaliando os impactos legais e diplomáticos.
Nos dias anteriores à visita a Brasília, autoridades bolivianas prenderam o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, com conexões diretas com o PCC, e o extraditaram para os Estados Unidos. Marset estava entre os criminosos mais procurados pela DEA e acumulava ligações com o tráfico de cocaína para o Brasil e a máfia italiana ’Ndrangheta. A operação reforça o alinhamento da Bolívia com a política americana de combate ao crime transnacional, já defendida durante a cúpula “Escudo das Américas” em Miami.
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Durante a reunião bilateral, Paz também criticou a violência vinda do Brasil, enquanto Lula destacou a importância da cooperação na segurança pública. Além do combate ao crime organizado, os acordos incluem parcerias em turismo e interconexão elétrica entre Santa Cruz e Corumbá, assim como intercâmbio de informações e coordenação entre as forças policiais dos dois países. A classificação das facções como terroristas permanece um ponto de divergência entre os governos.
As informações são do portal Conexão Política.



