A investigação faz parte da Operação Fim da Linha, iniciada em abril deste ano, e pode resultar em sanções que vão desde multas até a cassação da autorização de funcionamento do banco, dependendo da gravidade dos fatos apurados.
Segundo o Ministério Público (MP), os depósitos podem configurar o método de lavagem de dinheiro conhecido como “smurfing”, no qual grandes quantias são divididas em pequenos valores para dificultar a identificação do crime. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) obteve extratos bancários que mostram que o capital da Transwolff cresceu de R$ 1 milhão para R$ 55 milhões por meio dessas operações.
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Em abril, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, dono da Transwolff, e Robson Flares Lopes Pontes, diretor da empresa, foram presos sob acusação de lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e apropriação indébita, mas foram soltos em junho e seguem respondendo ao processo em liberdade.
Os investigadores indicam que os depósitos na conta da MJS apresentavam características de fracionamento, e que a holding teria sido criada para fortalecer a Transwolff e ocultar a origem ilícita dos recursos. O Banco Luso Brasileiro afirmou desconhecer qualquer investigação ou supervisão do BC. Já o MP apontou que Pacheco, conhecido como Pandora, atua como elo entre a Transwolff e o PCC.
Com informações da Revista Oeste.