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Ataques ao BC durante investigação do Banco Master teriam sido orquestrados, afirma vereador

Imagens: Reprodução | Redes Sociais.

O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), denunciou ter recebido uma proposta para publicar conteúdos críticos ao Banco Central no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master. Segundo ele, a oferta seguia o modelo de materiais já divulgados por outros influenciadores digitais sobre o assunto.

Gabriel detalhou o caso ao jornal O Globo e também em vídeo publicado em suas redes sociais na noite de terça-feira (7), com a legenda: “Implodimos o sistema!”. No vídeo, afirmou que a denúncia ganhou repercussão nacional e que seu objetivo foi impedir que a liquidação do banco ocorresse sem a devida fiscalização.

“Parece que a gente implodiu o sistema. Eu estou vendo minha cara em todos os jornais do Brasil. Eu estou vendo minha denúncia, que tomou a repercussão que eu queria que ela tomasse”, disse Gabriel. Ele acrescentou que, sem a exposição do caso, órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) teriam mais facilidade para conduzir o processo, comprometendo investigações da Polícia Federal.

O vereador revelou que rompeu um contrato de confidencialidade que previa pagamento de até R$ 800 mil para construir uma narrativa em que o Banco Central apareceria como vilão e o Banco Master como vítima. “Mesmo me prejudicando, eu não podia deixar que isso acontecesse”, afirmou.

Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que autoridades e instituições envolvidas na liquidação do Master vêm sendo alvo de ataques coordenados nas redes sociais.

Laços políticos e investigações

Gabriel também comentou sobre a influência política de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em Brasília. Vorcaro ficou preso por menos de 15 dias no fim do ano passado, suspeito de tentar deixar o país durante investigações de fraude no banco.

O vereador afirmou ter provas da proposta recebida e disse que outros influenciadores digitais foram usados como modelo. Segundo ele, a repercussão do caso pode abrir caminho para novas investigações, incluindo a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). “Essas pessoas não podem sair novamente impunes”, concluiu.