O governo federal estuda a demolição da chamada Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A discussão ganhou força após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que caiu de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump no último sábado (13).
A proposta foi debatida em reuniões realizadas na segunda-feira (15) entre representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e as prefeituras das duas cidades. Tanto a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, quanto o prefeito de Limeira, Murilo Félix, defenderam a demolição da estrutura como medida definitiva para evitar novas tragédias.
Enquanto uma decisão final não é tomada, a União anunciou que irá reforçar o bloqueio de acesso ao local com a instalação de barreiras físicas e placas informando que a ponte é propriedade federal e possui entrada proibida. A Prefeitura de Limeira também informou que reabrirá uma vala criada anteriormente para dificultar a chegada de visitantes à estrutura.
Desativada para o tráfego ferroviário há cerca de três décadas, a Ponte do Esqueleto se transformou ao longo dos anos em um ponto frequentado por praticantes de esportes radicais e visitantes atraídos pela paisagem. Segundo a SPU, nenhuma atividade esportiva foi autorizada oficialmente no local.
A morte de Maria Eduarda é investigada pela Polícia Civil como homicídio. Um vídeo registrado por testemunhas mostra o momento em que a jovem é lançada da ponte sem estar presa ao equipamento de segurança. Três instrutores responsáveis pela atividade foram indiciados sob suspeita de homicídio com dolo eventual e tiveram a prisão convertida em preventiva.































