A secretária de Finanças de Campo Grande, Márcia Hokama, afirmou após a prestação de contas aos vereadores, na manhã desta terça-feira (18), que “possivelmente” o município deve pagar o 13º salário dos servidores em parcela única.
A Prefeitura adotou medidas para “apertar o cinto” e tentar alcançar a meta de economia de R$ 140 milhões prevista na reforma administrativa e no decreto de corte de despesas, enquanto tenta equilibrar a crise financeira que levou a prefeita Adriane Lopes a reduzir o próprio salário em 20% e diminuir o expediente para seis horas diárias por 120 dias.
Apesar de Adriane ter garantido, em reunião com presidentes de sindicatos, que o 13º será pago em dia, Márcia declarou que a gestão trabalha para levantar os recursos necessários.
“A garantia é que até o dia 20 de dezembro eles deverão ser pagos. Nós temos a expectativa de conseguir fazer toda essa arrecadação e, sim, efetuar o pagamento de todos os servidores”, disse.
Questionada se o pagamento será em parcela única, ela afirmou que a intenção é manter a normalidade.
“Possivelmente sim. Na nossa gestão nunca houve atraso, e a nossa intenção é fazer o pagamento em parcela única.”
Medidas de contenção
As ações de redução de gastos começaram em janeiro, com decreto que suspendeu novas contratações, pagamento de gratificações e diárias, e proibiu a ampliação da carga horária de professores. A Prefeitura também revisou contratos, reduziu consumo de energia, água e combustíveis e adotou outras medidas, como:
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redução do plantão de funcionários da saúde;
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corte de salário de professores devido à diminuição da jornada;
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expediente reduzido para seis horas diárias.



