Após 35 horas de julgamento, Jamil Name Filho e mais três réus foram condenados pelo assassinato de Marcel Colombo, conhecido como “Playboy da Mansão”. O empresário foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado, acusado de ser o mandante do crime, ocorrido em 2018.
O julgamento, parte da Operação Omertà, também resultou na condenação do ex-guarda Marcelo Rios, que recebeu a mesma pena. O policial federal Everaldo Monteiro de Assis foi condenado a 8 anos e 4 meses de reclusão, mas o juiz Aluízio Pereira dos Santos permitiu que ele recorra da sentença em liberdade. Rafael Antunes Vieira, outro ex-guarda envolvido, pegou 2 anos e 6 meses em regime aberto por ocultação da arma do crime.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença ouviu nove testemunhas e os quatro réus. A acusação sustentou que os dados telemáticos e depoimentos demonstravam a conexão entre os envolvidos e as ordens de Jamilzinho. O crime teria sido motivado por um desentendimento em 2016, quando a vítima e o acusado discutiram em uma boate de Campo Grande.
Este é o segundo julgamento relacionado à Operação Omertà. No primeiro, em julho de 2023, Jamil Name Filho foi condenado pela morte do estudante Matheus Coutinho Xavier.
O crime: O crime ocorreu em 18 de outubro de 2018, quando Marcel Colombo, um empresário de 31 anos, foi morto a tiros enquanto estava com amigos em uma cachaçaria na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Campo Grande.
O atirador chegou de moto, se aproximou de Colombo e disparou seis vezes, acertando um tiro de raspão e outros cinco nas costas. Colombo morreu sentado no local, e um amigo seu também ficou ferido durante o ataque.
O motivo do assassinato remonta a um incidente em 2016, quando Jamil Name Filho, acusado de ser o mandante do crime, teve um desentendimento com Colombo em uma boate de Campo Grande por conta de um balde de gelo.
Com informações do Campo Grande News.



